• Roubo da Contrariedade

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    Um toque num corpo de pedra
    Um frio num ambiente flamejante
    Desarmei as armas que havia
    Apontadas ao alto dentro de mim
    E me tornei uma linda mentira.

    Fazer-te rir ao entristecer da madrugada
    Com trechos dramáticos dosados
    Enquanto gargalha em meus dons histriônicos
    Volto-me para o quarto a provar o gosto amargo
    De estar sozinho rodeado pela multidão que me cerca.

    Você ouve suas verdades enquanto canta
    Desaba quando escreve tuas melancólicas poesias
    Flertes esotéricos nos ganidos sinceros de agonia
    Molduras moldadas pelas belas invenções.

    Brilhamos igual à estrela cadente
    Apagamo-nos ao envolver da aurora
    Só criei dúbias vidas a alimentar minha alma
    Esfomeando minha carne exposta
    Recompensadas no morrer do oculto.

    Numa túnica caliginosa cobria meus pecados
    Mas eles estavam sendo espiados pela consciência
    De algum modo eu sei que estava sendo observado
    Julgado pelas míticas potências donzéis
    Afrontado na sutileza dos cortantes silêncios.

    Hivton Almeida

    Imagem: www
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