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    A Night On The Bare Mountain (04-09-2017)

    A perda de memória 
    Tem me ajudado a movimentar
    Coisas nunca antes movimentadas
    Fazendo-me reescrever uma nova história
    E nessa minha mente afetada
    Florescer doses crescentes 
    De nostalgias ludibriantes.

    Num solavanco pequeno
    Denotei o que restou
    E na chuva, vendaval de tempo
    Curei a faca que de marca
    Grande ela deixou.

    Flashes de estrelas cintilantes
    Brilhos duradouros me atacaram
    Inventivo como bruxo alquimista 
    Transformei ideias em rompantes 
    Indo atrás de viagens de cada pista
    Dos rubores tensos que ali quebraram.

    Voando feito vento num espaço 
    Em terceiro grau, terceiro nome
    Sou a terceira pessoa e o primeiro 
    Cada fase de um sol no embaraço
    Desembaraço e fico sem poder ser inteiro
    Não tenho certeza de o sol abater a fome.

    Peculiar o saber de não saber nada
    O ardor da chama queimando tudo
    Destruindo pedacinhos do corpo 
    Tão inato quanto um terror dentro
    De um grande conto de fadas
    Onde se fica imediatamente surdo
    E perde-se o sentido de ser o centro.

    Sem saber dos sábios desavisados
    A vida lhes pregou peças peculiares
    E cada delas remontou uma voracidade
    Vivida dentro da montanha volumosa
    Recheada por imensos juros caros
    Que decaem na profundidade de mares.

    Não sei o que conto
    Não sei quem sou
    Armando sonhos 
    Pros sonhos vou
    Dormir feito tonto
    Após uma aguardente
    Tão tristonho 
    Um fétido sorridente.


    Hivton Almeida

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