• Adormecer



    Deitou-se sobre uma relva pungente
    Marcado até a alma por espinhos pontiagudos
    Deteriorou seus sonhos num piscar de olhos
    A dor era lancinante a ponto de querer estar surdo
    Admitiu solver os dissabores num fiasco desamado
    Observado através de uma claraboia onde
    Cada milímetro delimitavam teus passos.

    Perseguido pelo ar venenoso do ambiente
    Encharcou seu mundo da mais pura aguardente
    Bebericou doses alcoólicas de imediato
    Numa toada de ações repetitivas fora vencido
    No andar das emoções se viu nublado.

    Era a glória demonizar a sublimidade
    Desfazer a desfaçatez desarmoniosa
    Enrubescer os rostos escondidos sob a escuridão
    Farfalhar loucuras como se não houvesse amanhã
    E devolver as pontas que lhe feriram
    Derramando as cores viscosas.


    Hivton Almeida

  • 0 comentários:

    Postar um comentário

    Olá, muito obrigada por sua presença! Deixe seu comentário.
    Avise-nos se estiver seguindo o site, iremos retribuir!

    PUBLIQUE SEU TRABALHO!

    Faça parte da Morgenstern! Envie-nos o seu trabalho, é totalmente gratuito!

    ENDEREÇO

    Paraná, Brasil

    E-MAIL

    editoramorgenstern@gmail.com

    CELULAR

    +55 (44) 9 8438-8067
    +55 (44) 9 9887-8750