• A poesia e as canções

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    A letra de uma canção e a de um poema têm muitas semelhanças. Por exemplo, as letras desses dois gêneros são escritas em versos e, na maioria das vezes, contêm rimas. Antigamente, muitos poemas eram divididos em cantos, que eram acompanhados por música ou recitados. Para melhorar o entendimento nesse assunto, trataremos de duas partes: a evolução e a dependência. É importante saber que a mudança de estilo e a separação desses gêneros deu-se principalmente nos séculos dezenove e vinte.
    Na Grécia Antiga, os poetas eram importantes membros da sociedade. Houve uma época em que os gregos acreditavam que existissem seres mitológicos, e os poetas considerados importantes, pois recebiam “visões” dos deuses e tinham a capacidade e a função de passar tudo as outras pessoas por meio da escrita ou da fala.
    Mais tarde, o poema passou a retratar o próprio poeta, ou seja, o poeta colocava nos versos seus sentimentos, medos, emoções e pontos de vista. Inicialmente, os poemas foram feitos para serem cantados ou até mesmo lidos em voz alta. Como era um tipo de “canção”, ele era cantado com uma melodia, que saia de um instrumento chamado lira. Por causa disso, esses poemas ficaram conhecidos como gênero lírico, e o enunciador desses textos poéticos era conhecido como eu lírico.
    Apesar de tudo, haviam também poemas que eram narrados, como as epopeias. Esses poemas eram chamados épicos (vamos abordar melhor esse assunto em uma nova postagem).
    Finalmente, no final da idade média, os poemas passaram a ser lidos. Nessa época, o poema e a letra de canção passaram a ter diferenças mais significativas. Mas, apenas no final do século dezenove, o poema deixaria definitivamente de ter relações diretas com a música, tornando-se um gênero escrito e visual.
    Uma letra de canção e um poema mantêm uma relação de reversibilidade: um poema pode tornar-se letra de música, e uma letra de música pode tornar-se um poema.
    O poema é autônomo em relação à música (existe sem ela); a letra de uma canção não pode ser autônoma à música (precisa dela para ser completa).

    Referências:

    Língua Portuguesa: Linguagem e interação. Carlos Emílio Faraco, Francisco Marto de Moura, José Hamilton Maruxo Júnior. Editora Ática. 1° edição. São Paulo, 2012.


    Por: Nathália Jorge.
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